Não “venda” a imagem de espiritual. Seja de fato!

11Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus tinha dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes”. E, saindo dali, chorou amargamente (Mateus 26.75)

Quem poderia imaginar que Pedro, homem que anos atrás tinha dado passos ousados e sacrificiais de fé, pois abandonara a fé que praticava e a profissão que exercia. Com certeza tinha uma esposa; não sabemos se tinha filhos…a Bíblia não faz esse relato… porém, Pedro se sacrificava passando longos períodos longe da família.

Andando com Jesus, Pedro viu muitas vidas serem salvas, libertas, completamente transformadas! Presenciou muitos milagres! Pedro andou sobre as águas e ouviu muitas mensagens!

Teoricamente, Pedro sofreu maravilhosa influência por parte de Jesus, porque ele convivia com o Senhor.

Pedro lutou nitidamente para mostrar que era o melhor, pois falava bastante e se precipitava com opiniões. Em verdade porém, Pedro nunca deu lugar à mudança do caráter e do espírito. Pedro não praticava a verdadeira fé. Ele mudou muitas coisas na vida, mas não havia mudado o próprio interior.

Pedro tinha necessidade de aparecer, mas era como a venda de imagem, apenas. As mensagens de Jesus com todos os Seus feitos não foram recebidas com poder de transformação. Quando Jesus estava para ir à cruz diz, em Mateus 26.31: “Ainda esta noite todos vocês me abandonarão”. Pedro foi o primeiro a declarar que mesmo que ele precisasse morrer nunca abandonaria o Senhor e nunca o negaria. Ele usou a expressão “nunca”. Entretanto, não foi isso que aconteceu. Por exemplo: quando Jesus foi orar no Getsêmani, levou os discípulos com Ele. Jesus chegou a compartilhar com Pedro e os dois filhos de Zebedeu a Sua angústia e pediu-lhes que ficassem com Ele: “A minha alma está profundamente triste, uma tristeza mortal; fiquem aqui e vigiem comigo”.

Fique firme no propósito e Deus o acompanhará

10De todos os desafios que enfrentamos, eu creio que o maior deles seja descobrir o propósito da nossa vida e permanecer nele. Resistir firme em permanecer, fazendo aquilo que é a missão da vida.

Os israelitas disseram a Gideão: “Reine sobre nós, você, seu filho, seu neto, pois você nos libertou das mãos de Midiã”.  “Não reinarei sobre vocês”, respondeu-lhes Gideão, “nem meu filho reinará sobre vocês. O Senhor reinará sobre vocês”(Juízes 8.22 e 23)

O respeito de todos era tão grande por Gideão, que o povo queria que o reinado se estendesse de Gideão aos descendentes dele.

Quando Gideão respondeu com uma negativa ao ser chamado para continuar na liderança de Israel, já não encontramos mais aquele homem corajoso, determinado, altamente focado de antes! Encontramos sim, um homem decidido a fugir da responsabilidade, abandonando a missão e saindo do propósito.

Foi o próprio Gideão quem disse que ele era o menor da casa do pai, que sua família era a mais pobre, mas aquela época ele possuía um espírito forte! E assim, Deus pôde usá-lo para libertar Israel das mãos de um inimigo considerado impossível de vencer.

Israel tinha pecado e já fazia sete anos que estava nas mãos dos midianitas. O regime era de escravidão porque o povo vivia escondido, com medo, saqueado, em total miséria; não tinha paz e era surpreendido com ataques contínuos.

Como Gideão estava aberto a Deus, o Senhor pode usá-lo de forma sobrenatural. Gideão estava no espírito, ouvia Sua voz, fez provas com Ele e ofereceu ofertas. Demoliu o altar de Baal e derrubou o posto sagrado de Aserá, o que fez com que fosse ameaçado de morte.

Ele fez tudo que o Senhor ordenou

9

 

Tudo que o Senhor tinha ordenado a seu servo Moisés, Moisés ordenou a Josué e Josué obedeceu, sem deixar de cumprir nada de tudo o que o Senhor tinha ordenado a Moisés. Assim Josué conquistou toda aquela terra… (Josué 11. 15 e 16)

Foi assim que Josué conquistou toda aquela terra. Não deixou de cumprir nada de tudo que o Senhor tinha ordenado. Venceu povos poderosos, dentre eles, gigantes; e depois que tinha vencido trinta e um reis ao todo, já com idade avançada, ouviu de Deus: “Você já está velho, e ainda há muita terra para ser conquistada” (Josué 13. 1).

Normalmente, ficamos fascinados ao ler passagens como estas; não somente pela história bíblica, mas, histórias de pessoas que venceram. São sensacionais!

Muita gente não se interessa pelo processo de uma história de bênçãos grandiosas; não presta atenção aos detalhes importantes dos preços e dos custos pagos para se atingir grandes objetivos.

É comum ouvir que fulano ou sicrano tem uma história linda! “Você viu a biografia de fulano? Viu o que aquele cara passou? Mas… Hoje é um vencedor”. Aí, chega a hora da pessoa plantar a própria semente de vitória, pagar os preços, passar pelo processo que conduz a uma vida vitoriosa, infelizmente, se esquece, rapidamente, da parte da superação e perseverança que, num momento de emoção, a motivou, mas, diante da própria realidade, já não significa mais nada.

Pular etapas de um processo é inerente ao ser humano que gosta de pegar tudo pronto, vencer sem sacrifícios, eliminar o chamado “pagar preços”. E na vida não é assim; quanto mais alto quiser subir, mais renúncias terá que fazer. Se quiser ser sempre um vencedor, terá que estar disposto a sacrificar.

Qual é a espécie de semente que você tem semeado?

8...Pois o que o homem semear, isso também colherá (Gálatas 6.7)

O que é que nós temos plantado?

Pare, pense e responda para você mesmo: qual é o tipo, a espécie de semente que você tem semeado? Não plantamos arroz e colhemos feijão.

Gálatas 6.7 é um versículo poderoso e muito sério. Eu creio que por mais que já tenhamos falado sobre ele, explanado repetidas vezes, são muitos os que não o levam com a seriedade que ele exige. É exatamente assim que acontece, em alguns momentos, com muitas pessoas, muito embora, com muita gente não é apenas em alguns momentos, porque acredita que se pode passar por cima de tão sábio ensinamento: “Não é bem assim”, pode arguir. A verdade, porém, “é bem assim, sim”. Nós colhemos o que plantamos.

É indiscutível, é fato, quando a Bíblia afirma que estão colocados diante de nós o bem e o mal, a bênção e a maldição, a vida e a morte, e nos dá o conselho para que escolhamos a vida – e vida completa!

O conselho de Deus para que escolhamos a vida, e vida completa, é para que nós e nossos filhos vivamos uma vida completa, porque o que nós plantamos hoje afeta nossa vida e a de nossos descendentes. “Vejam que hoje ponho diante de vocês vida e prosperidade, morte e destruição… Agora, escolham a vida para que vocês e seus filhos vivam…” (Deuteronômio 30. 15 e 19).

A Bíblia diz: “Quem semeia para sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna (Gálatas 6.8). Este Livro Sagrado é contínuo nas excelentes direções que nos dá, para que não nos cansemos de fazer o bem e o que é certo; e enquanto nós tivermos oportunidade devemos fazer o bem a todos.

“Cansei-me de ser como sou”

7Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: “Olha Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres, e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais”. Jesus lhe disse: “Hoje houve salvação nessa casa porque este homem também é filho de Abraão. Pois, o filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19.8 ao 10)

Eu consigo realizar na minha mente a cena sobre Zaqueu e resumo assim: “Eu cansei de ser este Zaqueu”.

Zaqueu era judeu e por certo praticava alguns rituais da religião que seguia. Ele não tinha problemas financeiros; pelo contrário, dinheiro ele tinha bastante! Não parece que tinha algum problema de saúde e muito menos, problemas na família. Ele tinha, porém, um problema gravíssimo que estava no caráter. Em função desse desvio de caráter eu creio que ele não tivesse paz, portanto, devia ser infeliz.